Lugares, Comidinhas e Sabores

Aqui vou contar um pouco dos lugares que conheci, dos sabores que provei, das receitas que testei e inventei…a idéia é dividir um pouco da minha curtição gastronômica com os amigos!!

26/7/10

Experiência - Risoto Triple Funghi e Tournedos a Provence

Este post eu tô preparando desde a semana passada…No sábado passado fiz este risoto com mignon, ficou muito bom. Merecia uma postagem…

O prato fica lindo, usando, ao invés de medalhões, os Tournedos (pronuncia-se “tournedô”), que são duas vezes mais espessos. Pra preparar, basta cortar um pedaço do cilindro do mignon (mais ou menos 4 dedos…de carne, não os teus…). Vai ser a Provence porque você vai usar Ervas de Provence…

Pra fazer o risoto você precisa usar diferentes cogumelos. A ideia é variar as formas, cores e consistências. Eu usei, pra esse, Champignon Noir, Champignon de Paris e Champignon comum…todos fáceis de achar no Pão de Açúcar (os importados são da marca Casino).

Você vai precisar dos seguintes ingredientes

Para o Tournedo a Provence:

- Filet Mignon, cortado na forma de tournedo – 1 peça por pessoa

- Manteiga sem sal en pomade (deixe fora da geladeira…fica mole que nem “pomada”)

- Azeite de oliva, sal e pimenta branca

- Herbes de Provence secas (fácil de achar no mercado…)

Para o Risoto Triple Funghi:

- 1 litro de caldo de legumes de verdade!

- 500g de arroz arbório ou carnarolli

- Meia cebola bem raladinha

- 100 ml de vinho branco

- 50ml de vinho madeira, para flambar

- 50g de manteiga sem sal

- Azeite de oliva, sal, pimenta branca e noz-moscada

- Queijo parmesão e emmenthal ralados

- Três tipos de cogumelos – sugiro:

  • funghi secci ou porcinni, hidratados no vinho branco por meia hora
  • Champignon Noir (veja foto)
  • Champignon de Paris, fresco ou em conserva (no Pão de Açucar tem um, marca Casino, em lata…excelente) - veja foto
  • Cogumelos tipo Shitake, ou mesmo champignon comum

Modo de preparo:

1) Tempere os tournedos com azeite, sal e pimenta branca. Reserve. Já ligue o forno pra ir esquentando.

2) Prepare a manteiga provençal: basta acrescentar as herbes de provence na manteiga, acrescentar sal grosso ralado e misturar bem. Faça, com ajuda de umas forminhas, rodelas de manteiga. Ponha na geladeira pra endurecer.

3) Comece fazendo um risotto branco padrão: refogue a cebola na manteiga até ficar transparente e molinha. Acrescente o arroz e frite bem. Coloque o vinho branco até evaporar. Acrescente duas conchas do caldo de legumes e abaixe fogo, tampando parcialmente a panela. Deixe na boca média do fogão e vá acrescentando caldo enquanto prepara as outras coisas.

4) Aqueça azeite de oliva em uma boa frigideira, coloque manteiga. Coloque os cogumelos e vá salteando até ficarem bem cheirosos…você verá que amoleceram. Acrescente a noz-moscada e o vinho madeira. Flambe e reserve.

5) Volte a cuidar dos tournedos: aqueça bem uma panela de ferro grossa, e frite as peças de carne em todos os lados. Não ficarão prontas ainda, só vão “pegar cor”. Coloque em uma forma e ponha dentro do forno pré-aquecido.

6) Quando o risoto estiver quase no ponto (vá provando!), acrescente os cogumelos e mais uma concha de caldo. Assim que estiver no ponto mesmo, desligue o fogo, acrescente uma colher de sopa de manteiga e tampe a panela. Vai deixar finalizando por uns cinco minutos. Enquanto isso…

7) Agora é a hora da verdade: tire os tournedos do forno e doure-os na panela bem quente, com mais um fio de azeite. Eles tem que ficar bonitos!

8) Vá montando os pratos: uma colher de risoto, cubra com os queijos ralados. Um tournedo, coloque uma das bolotas de manteiga por cima.

9) Enfeite com alguma coisa e mande ver!

criado por curigallego    10:43 — Arquivado em: Sem categoria

31/5/10

Barbada! - Guega Restaurante

Esse é realmente um post “barbada”…o Guega é o restaurante do Celso Freire, que ele montou depois que “enjoou”do Boulevard.

A proposta é muito legal: os pratos são bem servidos, pra duas e até três pessoas. São deliciosos, alta gastronomia só que com cara de casa da vó. A Guega era a senhora que cuidava do Celso quando ele era pequeno, o verdadeiro nome dela era Valdivia Caseiro.

Quer se acabar? Refeição completa: couvert, uma ou duas porções de acompanhamentos bacanas (patês, berinjela, charutinhos de camarão…), um prato principal, sobremesa…e vinhos pra acompanhar. Vai custar pra cima de 100 reais fácil, fácil, podendo chegar a muito mais dependendo do vinho.

Quer economizar: couvert, recuse as porções de aperitivo, mande ver no prato. Não peça (ou divida) a sobremesa, e tome sucos, água…Vai sair 50 reais per capita. Os pratos tem um preço ótimo, entre 35 e 60 reais, pra duas a três pessoas. Excelente pro almoço de domingo!

Dois pratos que eu já comi: o ravióli de cordeiro e o fuzilli de cracóvia de Prudentópolis…difícil comentar. Bons demais. O frango na caçarola com quirerinha da Lapa é uma dica recorrente em outros blogs…

Vai lá, depois me conta…

Se quiser saber mais, veja o link: http://www.obagastronomia.com.br/guega-ristorante-2/

GUEGA RISTORANTE

Rua Voluntários da Pátria 539 Centro

Curitiba Paraná

Tel.: 3023 8244

Horário: de seg. a ter. – 12/14 hs e 17:30/23:00

Dom.: até as 15:00

criado por curigallego    16:28 — Arquivado em: Sem categoria

25/5/10

Risoto “Básico” de Bacalhau

Depois de muito tempo sem postar, hoje estou a fim. Como praticamente ninguém lê este blog, andei com preguiça. Mas pensei: será que agora, com o twitter, vai melhorar? Se você está lendo isso, provavelmente funcionou! Vamos lá:

A ideia era tomar uma sopa quentinha quando chegar em casa? Passou no mercado e não tinha? A decisão é “comer qualquer coisa quando chegar em casa”?

Seus problemas acabaram: faça o Risoto Básico de Bacalhau, só com coisas que você sempre tem na despensa!

Veja só, você vai precisar:

  • Um bom pedaço de bacalhau, já dessalgado. (É óbvio que você tem um desses na geladeira, todo mundo tem!! Afinal, somos todos “portugueses”)
  • Leite (pode ser o desnatado, que não engorda;-)
  • 500 g de arroz arbório ou carnaroli (esse é obrigatório ter na despensa)
  • 1 cebola grande
  • 3 dentes de alho
  • 1 tomate pomodoro
  • Azeitonas sem caroço
  • 100 ml de vinho branco do bom (daquele que você beberia!)…Lembrete: não existe vinho bom custando menos que 18 reais…usei um Benjamin Nieto Senetiner, chardonnay.
  • Azeite de oliva
  • Manteiga
  • Sal e pimenta-do-reino branca

O ideal é ter caldo de peixe. Você pode ter no freezer, congelado…se não tiver, faz um caldo de legumes “rapidão”:

  • 1 litro de água
  • 2 cenouras cortadas
  • 1 cebola cortada
  • Talos de salsão cortados (esse, se você não tiver, não faz mal…)
  • 1 bouquet garni (ver o post do caldo de peixe pra saber o que é!)

Pra fazer, sete passos:

Primeiro, coloque os vegetais e o bouquet garni pra ferver, e deixe lá…esqueça deles em fogo baixo.

Segundo, coloque o bacalhau pra cozinhar no leite…deixe ferver, e espere uns 10 minutinhos, depois escorra e corte o bacalhau em pedacinhos pequenos…não muuuito pequenos, senão ele desmancha.

Terceiro, pique a cebola, o alho e o tomate. Faça uma fritada, começando com a cebola até ficar transparente, depois o alho e por último o tomate. Deixe em fogo baixo até virar uma mistura…vá salteando pra não queimar. Acrescente o bacalhau e as azeitonas e salteie por mais uns dois minutos.

Quarto, coloque azeite de oliva na panela, aqueça e frite o arroz por uns 2 minutinhos, mexendo. Acrescente o vinho e deixe evaporar o álcool. Nesta altura, o caldo já ferveu por algum tempo, não? Coe o caldo e acrescente duas conchas dele ao arroz.

Quinto, vá apurando o risoto, acrescentando o caldo aos poucos ao arroz. Depois de uns 15 minutos, com o arroz ainda um pouco duro, misture a “fritada” que você preparou, acrescente a pimenta-do-reino moída na hora e mexa mais um pouco.

Sexto, prove e acerte o sal. Finalmente, quando o arroz estiver no ponto desejado, desligue o fogo e acrescente uma colher grande de manteiga, mexendo um pouco. Tampe o risoto, com o fogo desligado, por uns 5 minutos. Depois, abra a panela, misture mais um pouco e sirva.

Sétimo, coma o trem, e extermine o restinho de vinho que sobrou (650 ml)…

Se gostou, faça o favor de comentar!!!

criado por curigallego    22:23 — Arquivado em: Sem categoria

30/1/09

Dica Rápida - Parrilla em Curitiba!

Até que enfim alguém resolveu abrir um restaurante argentino “de verdade” por aqui!

O Saanga e outros restaurantes sempre vieram com essa conversa de “carnes uruguaias e argentinas” grelhadas…mas não usam a parrilla e nem os cortes argentinos.

Agora temos o Parrilla Buenos Aires, localizado em plena Praça Osório, em cima do Bar Stuart (clássico curitibano dos testículos de touro). Tem um visual porteño interessante, dois tiozinhos tocando tango (um deles tá mais pra vôzinho), garçons ainda não totalmente inteirados do que se está servindo…e um gerente muito gente boa!

O cardápio ainda está fraco, mas habemus bife de chorizo…28 paus pra duas pessoas…e asado de tira…15 reais, uma pessoa. Além da parrillada, com chorizo escuro, morcilla, asado, etc…E panquecas de dulce de leche (só que o dulce é brasileiro…)

Esse aí é o bife, só que já “cortado”, porque antes da foto o povo já tinha atacado a comida! Bando de bárbaros…

Ainda não temos vacio, entraña, bife de lomo ou ojo de bife…espero que seja quetão de tempo. A carta de vinhos também não é lá essas coisas, mas tem alguns vinhos da Catena Zapata (só que mui caros!), e, pra não deixar as cuecas por lá antes de sair, tem Santa Helena Reservado, que quebra o galho.

Os acompanhamentos são bem bacanas (e estes são baratos)…tem fritas, infelizmente não das estufadinhas, tem salada verde, tem empanada.

Cuidado com o couvert artístico: 10 paus por pessoa!!!! Como o restaurante abre no almoço, os preços são em conta, mas eles enfiam a faca nisso pra compensar, à noite.

Uma boa dica: dia 7 de fevereiro teremos show de tango! Aí vale o couvert…quem for lá, me procure.

Parrilla Buenos Aires

Carnes ao Estilo Argentino

Praça Osório, 431 - 1o. andar

Centro - Curitiba/PR

Fone: 41-3232-1020

criado por curigallego    9:52 — Arquivado em: Sem categoria

28/1/09

Experiência - Home Made Burger

No dia da posse do Obama, resolvi fazer alguma comida com inspiração na America…que tal um hamburger?

Mas não um Sadia/Perdigão, com gosto de sal, ainda por cima frito na chapa. Um hamburguer de verdade.

Para isso, duas inspirações:

Primeira: alguns anos atrás eu estive em uma lanchonete bem bacana em São Paulo, chamada Rocket’s, que fica na Alameda Lorena, nos Jardins. Lá eu vi o chapeiro tirar uma bola (maior que uma de tênis) de carne moída de dentro do refrigerador, jogar em cima da chapa e encher ela de “tapas” com uma escumadeira, até ficar com o formato de um hamburguer, só que sem despedaçar. Depois ele colocou em um pão de hamburguer, com salada verde, tomate, cebola e queijo, e me serviu, acompanhada de ketchup Heinz. Sensacional. E caro: custou, na época, uns vinte reais, o que eu acho que daria uns 40 a preços de hoje. Voltei lá umas duas vezes depois, mas a cena do chapeiro foi o que marcou.

Segunda: quem me conhece sabe que vou à Florianópolis com frequência. No prédio do escritório da COBRAPE lá, chamado Top Tower, tem uma lanchonete que faz um outro tipo especial de sanduíche: hambúrgueres feito de carnes nobres, como fraldinha e picanha, só que colocados dentro de um pão tipo ciabatta, mas em formato de hambúrguer. Muito gostoso, mas…é caro (uns 20 paus), o pão nem sempre está bom, às vezes é muito duro, e o hamburguer poderia ser maior.

Com estas duas coisas em mente…mãos à obra.

Primeiro: fui na pani do Fábio (Tutti) providenciar o pão. Lembrei que ele faz umas ciabattas bem macias, com um formato grandão. Cortando meio “quadrado”, ficou bem próximo de um pão de hamburguer.

Segundo: fui no açougue Social, do Hélio, e comprei carne moída especial, a mesma que eles mandam pra fazer o kibe cru do Cantinho Árabe.

Terceiro: receita.

Hamburguer Home Made

Para 5 pessoas (mais o Léo…)

  • 1,5 kg de carne moída especial (patinho, ou, pra ficar show, patinho e alcatra ou patinho e picanha…)
  • 2 cebolas grandes
  • 2 colheres de sopa, não muito cheias, de farinha de trigo
  • 2 colheres de sopa de farelo de Aveia (toque natureba, além de ajudar na liga)
  • 3 ovos
  • Um pouquinho de vinho branco gelado
  • Sal, pimenta branca, cominho, cheiro verde - tudo à gosto.
  • Queijo muzzarela ralado na hora e presunto ou peito de peru

Tempere a carne com o sal, a pimenta, o cominho e o cheiro verde. Depois acrescente a farinha e a aveia, e misture bem. Use o vinho branco gelado aqui, pra ajudar a dar a liga (no kibe cru usamos água gelada…mas o vinho dá um gostinho). Por fim, acrescente os ovos, previamente batidos pra incorporar gema e clara, e bata bem com as mãos até ficar tudo bem misturado.

Em separado, refogue a cebola bem picadinha em azeite de oliva. Deixe esfriar um pouco e depois misture na carne.

Agora é só fazer os hamburgueres, na mão mesmo, no mesmo esquema do chapeiro do Rocket’s. Tudo bem, pra mim é mais fácil porque eu vi o cara fazer…mas dá pra imaginar: pegue uma mãozada de carne, e dê um formato de hamburguer. Eu deixei bem grosso, algo como um dedo de altura. Coloque no freezer por uns quinze minutos, pra ficar bem durinho antes de ir pro fogo.

Optei por fazer na churrasqueira. Deixei um fogo igual ao usado pra fazer filezinhos, e coloquei os hamburgueres pra grelhar.

Depois de uns minutinhos, virei e coloquei queijo muzzarela ralado e cobri com uma fatia de presunto.

Quando achei que já estavam bons (ainda levemente malpassados) virei de novo e deixei tostar o presunto um pouquinho.

Depois é só colocar nas ciabattas e rechear com o que quiser. No meu, uma fatia de alface, uma de tomate e um tantinho de mostarda escura, e já era!

Se algum dia abrir um restaurante, esse vai ser o prato pras “crianças”…

criado por curigallego    15:52 — Arquivado em: Sem categoria

12/1/09

Clássico Curitibano: A Sfiha do Rolê!!!

Seguindo a sugestão do meu amigo André, resolvi fazer um post a respeito de um clássico da gastronomia alternativa curitibana: o Rolê Lanches!

Anos 90, quem fez cursinho no Positivo ou no III Milênio (na Vicente Machado! 7 de setembro já é coisa da “garotada”) certamente usou e abusou das sfihas do Rolê.

Seja no intervalo das aulas ou no almoço, antes das aulas de revisão, uma ou duas sfihas de carne ou presunto eram saboreadas pela macharada (e algumas meninas). Eram sfihas gigantes (meu pai dizia que pareciam um travesseiro), com recheios de aparência duvidosa. Eu comia uma no intervalo e duas no almoço.

Mas o bom mesmo não era o recheio: era a MAIONESE CASEIRA!

Líquida, geladinha e salgadinha, era usada da seguinte forma: tirava-se a “tampa” da sfiha, de forma a expor o recheio; dava-se uma rápida apertadinha na sfiha, para descolar os lados internos; aí, recheava-se com um porção generosa de maionese líquida, e lambuzavam-se os dedos enquanto se comia. Sem a maionese a sfiha não é a mesma!

Dizia-se, na época, que existiam dois motivos econômicos fortes para comer a sfiha: primeiro, ela custava barato, algo como 1,50 real a preços de hoje. Segundo, devidamente “lubrificada” de maionese, eliminava a necessidade de comprar um refrigerante para ajudar a deglutição. Eram tão baratas que viraram medida de comparação: tudo era convertido em sfihas. Por exemplo: você saía para almoçar na churrascaria com a família, e ficava indignado, pois com o preço do rodízio você comia doze sfihas no rolê, ou seja, se alimentava por uma semana!

O problema principal era criar os anticorpos necessários para suportar os efeitos deletérios da sfiha…depois das férias, levava uma semana, no mínimo, pra habituar o organismo!

Seu eu criar coragem, vou até lá pra fotografar a sfiha. Comer, só se alguém me pagar! A sfiha, naturalmente…

A coisa é tão representativa da juventude curitibana que a sfiha acabou por inspirar o nome de uma banda que hoje é conhecida mundialmente: o Bonde do Rolê!

Não acredita? Confira nos seguintes endereços:

http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/blog/anoitetoda/?id=671655

http://www.urbanaque.com.br/conteudo_estacao2.asp

Se quiser saber mais sobre a banda: http://www.myspace.com/bondedorole

Eu achei um lixo. Mas, este blog é sobre comida, e não música…

Se alguém for lá, tira foto e manda pra mim!

criado por curigallego    16:00 — Arquivado em: Sem categoria

Experiência Oriental - “Yakissoba” com Shimeji e Moyashi

Ontem, domingo, fomos fazer a compra semanal de FVL (quem nunca jogou STOP?) no mercado, e encontrei cogumelos shimeji frescos, embalados, prontos para preparo. O shimeji é aquele menorzinho, que você costuma comer no japonês junto com o shitake, que é o grandão…Como eu, a Jaque e o Léo adoramos este cogumelo, principalmente quando refogado na manteiga, resolvi fazer uma receita rápida

Comprei também o moyashi, que é o broto de feijão, shoyu e um pedaço de mignon de umas 250 gramas. Em casa eu tinha um pacote de macarrão para Yakissoba, cebolas pequenas, tipo conserva, vários temperinhos e manteiga.

Eis o que saiu:

Yakissoba com Shimeji e Moyashi

Ingredientes:

250g de mignon, cortado em tirinhas tipo “Gengis Khan”, temperado com pimenta branca (Não ponha sal, solta água na fritura!)

5 cebolas pequeninas, daquelas de fazer conserva

2 punhados de moyashi

1 pacote (aprox. 150g de shimeji) - acho que fica bom com shitake também, e até mesmo com cogumelos Paris

200g de macarrão para Yakissoba

Temperos: shoyu, sal, pimenta. (se quiser, tempere a carne com um temperinho pronto qualquer - recomendo o “Cheiro da Horta”)

1/4 de tablete de manteiga sem sal

Preparo:

Refogue o cogumelo em metade da manteiga, salteando, por uns 3 minutos. Adicione shoyu, até molhar bem os cogumelos. Acrescente metade da porção de moyashi, vá saltando por mais uns 3 minutos. Reserve.

Refogue a cebola no restante da manteiga, em separado. Deixe ficar bem transparente, mas sem queimar. É só não usar chama muito forte. Depois acrescente ao preparado anterior.

Frite a carne em um pouco de óleo, deixe malpassada, vermelha mesmo. Frite aos pouquinhos, como se faz para o strogonoff, e vá reservando, junto com o caldinho que sai.

Em paralelo, cozinhe o macarrão por 7 a 8 minutos em água fervente. Este macarrão é soltinho, não precisa de óleo e sal na água - fica mais fácil de lavar a panela!

Pegue uma panela tipo Wok, ou mesmo uma frigideira grande. A Wok é legal porque mantém tudo sempre imerso no caldo. Já a frigideira grande é melhor pra saltear. Vai da vontade.

Aqueça a panela, coloque a cebola, depois o preparado de moyashi e shimeji. Acrescente a carne e o restante do moyashi, que você ainda não cozinhou. Deixe levantar fervura por uns 2 minutos, e acrescente o macarrão já escorrido. Coloque mais shoyu, pra deixar o caldo na medida, e experimente. Se for o caso, ajuste o sal (duvido que precise, o shoyu é bem salgado).

Voilá!!! Quem testar, comenta!

criado por curigallego    15:02 — Arquivado em: Sem categoria

8/1/09

Dica para Delivery - Curitiba

Dica rápida:

Tem dias que você está sem saco pra ligar pro disque-pizza e ficar perguntando sobre os sabores, pra ver se tem algum que te interesse além das margueritas, quatro queijos e portuguesas de sempre…

Você tem a esperança de descobrir um sabor fantástico, daqueles que vai fazer a pizza se transformar em algo inédito…o que, convenhamos, é praticamente impossível.

Além disso, você pode estar sem paciência pra falar com a atendente, soletrar teu endereço quando ele é muito complicado, ou ficar se esforçando pra entender se a ligação está ruim, com aqueles motoboys conversando no fundo. Ou, ainda, você pode querer pedir alguma coisa que não seja pizza. Quem sabe comer um japonês? Peça ajuda pra segurar, eles lutam caratê.

Pois bem, pra  Curitiba, Floripa e Porto Alegre, descobri o site www.bondgarfo.com.br, que é um embrião do que seria um belo serviço de delivery online. Tem outros, mas, na maioria, você ainda precisa ligar pro restaurante pra pedir. Neste, é tudo online, desde que o restaurante esteja conectado.

Já usei com o Taisho, com o Yokohama, com a Di Piu e comn a Suggus Delivery. Todos entregaram rapidinho, e funcionou tudo muito bem!

Se alguém conhecer algum outro parecido, favor colocar nos comentários…

criado por curigallego    19:59 — Arquivado em: Sem categoria

1/1/09

Parrillas, uma paixão!

Este post vai inteirinho dedicado à minha paixão pelas carnes argentinas!

Digam o que quiserem, los hermanos são sensacionais com as carnes. Não me interessa se é a raça do boi, a destreza do parrillero, se eles tem ou não tem picanha…com raríssimas exceções, a carne argentina, feita na parrilla, é campeã!

Nesta primeira parte do post vou relembrar de alguns restaurantes de São Paulo que fazem belos exemplares de bifes de chorizo e outros cortes, como o asado, o vacio e a entraña. Eu já postei anteriormente sobre dois deles, o 348 Parrilla Porteña e o La Arena.

Mais dois seguem agora:

Martín Fierro - usando o nome de um dos famosos argentinos, o MF é um dos mais antigos de São Paulo (já fez 28 anos). É bem simplesinho, tem dois andares, inclusive um piso superior deveras romântico (se é que pode ser romântico mastigar um bife de chorizo na frente da tua amada…)

A carne é bem gostosa, o preço é razoável. As empanadas são bem saborosas. O legal dele é que fica na Rua Aspicuelta, 683, em pleno coração da Vila Madalena.

O preço é bem razoável, você vai gastar uns 45 a 50 reais por pessoa, considerando couvert, empanada e carne. Um alfajor de sobremesa vai bem. Com vinho, acrescente aí uns 15 por pessoa.

Avila Parrilla - bem mais chique que o MF, esse é pra ir bem produzido, fica no meio do Itaim Bibi - Rua Bandeira Paulista, 520. É bem sofisticado, e a carne é muito gostosa. Experimente o vacio, mal passado…é de chorar de bom! A carta de vinhos também é top!

Olha uma foto aí - tem meio bife de chorizo e meio vazio:

Prepare o bolso, é dos mais caros, a conta vai pra uns 60 a 70 reais por cabeça, sem vinho. O vinho (bom) mais barato da carta custa uns 40 reais!

Pra fechar o post, na segunda parte vou mostrar uma foto de um Bife de Chorizo que comi no restaurante Palacio de La Papa Frita, que fica em plena Buenos Aires!

Olha só:

As batatas insufladas são a especialidade da casa, mas o bife estava s-e-n-s-a-c-i-o-n-a-l. Rugoso (mal passado) como convém a um apreciador de carnes…

Esse restaurante é tradicionalíssimo, fica na Calle Lavalle, entre a Calle Florida e a Avenida 9 de Julio…

Teve outro, o La Madeleine, que também estava ótimo, veja só:

Estava tão bom que esqueci de bater a foto do bife antes de comer!

Esse fica no Puerto Madero, Doca 1, ou na Avenida Santa Fé, quase esquina com a Calle Parana…

Mais pra frente posto mais algumas dicas (positivas e negativas) de Bs.As., já que estive lá no Natal!

criado por curigallego    18:43 — Arquivado em: Sem categoria

Ano Novo, Blog Novo!

Pois é…

Aproveitando que fiquei 3 meses sem postar, e que estamos no primeiro dia do ano, mudei um pouco a cara do Blog. Também vou melhorar os conteúdos, o que pode significar intervalos maiores sem postagens…mas vou tentar não ficar de novo 3 meses sem postar!

Nestes últimos meses tenho me preocupado mais com a alimentação, inserindo mais comida “natureba” no cardápio e menos calorias…o resultado é que acabei testando menos receitas do que o usual…

Mas ontem, por acaso, inventei uma receita bem legal para a ceia de Reveillon, usando alguns princípios da culinária (flambagens, caramelização…)

Vejam só:

Lombinho com molho de cachaça

  • Lombinho:

Pegue 1 peça inteira de lombinho de porco. Prepare a marinada: misture cheiro verde, sal, pimenta, cebola picada e alho, e água filtrada. Coloque a peça de lombinho dentro de um saco da marinada, fechando com um nó. Vá “tombando” o lombinho para que todas as partes dele passem um tempo na marinada. O ideal é deixar um dia e meio.

Coloque o lombinho em uma assadeira untada com manteiga sem sal, cubra com papel alumínio e asse em fogo baixo (180 graus) por 3 horas e meia. Regue com o tempero umas três vezes, uma a cada hora - sempre mantenha coberto com papel alumínio. Depois que tirar, fatie com uma faca elétrica. Lembre de reservar o líquido da assadeira.

  • Molho de Cachaça:

O líquido que sobrou na assadeira do lombinho

1 cebola grande

Azeite de oliva e manteiga sem sal

Cachaça da boa (não vale 51 nem Velho Barreiro!)

Um pouco de açúcar

Corte a cebola em pedaços não muito miúdos. Coloque numa frigideira um pingo de azeite e manteiga suficiente para fritar a cebola. Quando estiver bem quente jogue a cebola e refogue, salteando até ficar douradinha.

Coloque a cachaça (o equivalente a um “trago”) e dê uma bela flambada. Quando acabar o fogo, jogue um punhado de açúcar sobre a cebola, mais um pouco de cachaça, e flambe de novo. O açúcar vai dar uma caramelizada com a cebola…

Vá acrescentando o líquido do tempero aos poucos, até dar um ponto de molho (vai ficar um pouco líquido, engrosse usando um roux…ou, em último caso, maizena…).

Daí é só cobrir as fatias de lombinho e correr pro abraço…se preferir, coloque o molho em uma vasilha separada!

Quem tentar e gostar, comenta aí!

Um grande 2009 pra todos!

criado por curigallego    18:03 — Arquivado em: Sem categoria
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